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    Afresco medieval “O Triunfo de São Tomás de Aquino”, de Andrea di Bonaiuto, representando Tomás de Aquino no centro do saber filosófico, com Averróis simbolicamente associado ao erro intelectual, ilustrando o debate sobre a unidade do intelecto e a agência humana.
    O Triunfo de São Tomás de Aquino (Andrea di Bonaiuto, séc. XIV). Alegoria visual da refutação do averroísmo: o intelecto não é uma instância abstrata separada, mas forma do homem concreto — hic homo intelligit.
    Opinião

    Hic Homo Intelligit

    Antonio Paulo de Moraes LemePor Antonio Paulo de Moraes Lemedezembro 18, 2025Nenhum comentário7 Minutos de Leitura
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    Da unidade do intelecto ao machismo estrutural: o retorno do erro que desloca a ação

    Nota do Autor – Origem e escopo do ensaio

    Este ensaio foi motivado por um debate público — intenso, por vezes ríspido, mas intelectualmente revelador — em torno do conceito de “machismo estrutural”. A interlocução, travada com Jéssica Bueno em ambiente de rede social, trouxe à tona um ponto que merece exame rigoroso e sem atalhos retóricos: a insistência na ideia de que estruturas sociais podem operar como causas explicativas antecedentes da ação humana sem comprometer a agência individual.

    É precisamente essa tese — aqui designada como estruturalismo causal — que este texto se propõe a examinar criticamente.

    Não se trata de responder a pessoas, muito menos de disputar sensibilidades morais. O problema é anterior e mais elementar: quais são as condições mínimas para que possamos dizer que alguém age, responde e é imputável? Quando a “estrutura” deixa de ser contexto e passa a ser tratada como causa, algo fundamental se perde no caminho — ainda que se jure, solenemente, que a agência foi preservada.

    A filosofia já encontrou esse erro antes. E o refutou.

    The Triumph of St Thomas Aquinas (west wall) by ANDREA DA FIRENZE
    O Triunfo de São Tomás – Andrea di Bonaiuto (séc. XIV). Quando o intelecto deixa de ser forma do homem concreto, ele vira ornamento erudito — não fundamento da ação.

    1. A pergunta que antecede todas as outras: quem age?

    Toda linguagem ordinária pressupõe algo simples: indivíduos pensam, decidem e agem. No entanto, uma parte relevante da história das ideias foi construída contra essa evidência básica. Sempre que a universalidade da explicação parece ameaçada pela contingência do indivíduo, reaparece a tentação de deslocar o princípio da ação para fora do agente concreto.

    O gesto é recorrente. Muda o vocabulário; a estrutura lógica permanece. Primeiro, afirma-se que o indivíduo é moldado por algo que o antecede. Depois, sustenta-se que esse algo explica o sentido da ação. Por fim, garante-se — quase sempre de modo performativo — que a agência foi “preservada”.

    O problema é que preservação declarada não é preservação conceitual.


    2. Universalidade e o sacrifício do sujeito

    O dilema é antigo: como garantir conhecimento universal se os sujeitos são singulares, históricos e falíveis? Uma das soluções recorrentes consiste em retirar do indivíduo o estatuto de causa e reduzi-lo à condição de suporte.

    A sequência costuma ser esta:

    1. a inteligibilidade precede o sujeito;
    2. o sujeito apenas participa dessa inteligibilidade;
    3. a experiência de agir é reinterpretada como efeito.

    Quando isso ocorre, o sistema explica tudo — menos quem age. A inteligibilidade cresce; a imputação evapora.


    3. Averróis: a elegância que cobra seu preço

    A teoria da unidade do intelecto, formulada por Averróis em seus comentários ao De Anima, nasce de uma preocupação genuinamente filosófica: preservar a universalidade e a imaterialidade do conhecimento científico (AVERROIS, 2005).

    Segundo Averróis, se cada indivíduo possuísse um intelecto próprio, a ciência se fragmentaria. A solução é radical: o intelecto possível é um só, comum a toda a espécie humana, separado dos corpos individuais. Como escreve:

    “O intelecto material deve ser um só para todos os homens; caso contrário, o conhecimento científico não seria uno e idêntico para todos.”
    (AVERROIS, 2005, tradução nossa)

    O indivíduo imagina, recorda, percebe — mas não entende propriamente. O entendimento ocorre por meio de uma instância universal que se atualiza nos indivíduos, sem lhes pertencer.

    A solução é impecável do ponto de vista da universalidade. Mas cobra um preço alto: ninguém pensa. O pensamento acontece; o pensador desaparece.


    4. Tomás de Aquino e o critério mínimo de imputação

    Tomás de Aquino percebeu que o problema não era teológico, mas categorial. Em Da unidade do intelecto contra os averroístas, ele formula uma objeção tão simples quanto devastadora:

    “Este homem singular entende.”
    (AQUINO, 1999, p. 97)

    O argumento não apela à introspecção, mas à atribuição lógica do ato. Se o intelecto que entende não é forma deste homem, então não é este homem quem entende. Aquino é explícito:

    “Se o intelecto não é a forma deste homem, não é este homem quem entende.”
    (AQUINO, 1999, p. 99)

    O hic homo intelligit não é uma intuição psicológica, mas um critério de imputação. Onde o ato não pode ser atribuído ao indivíduo concreto, não há mérito, culpa ou responsabilidade. A unidade do intelecto implode a ética porque implode o sujeito do ato.


    5. O retorno moderno do problema: estrutura e prática

    O estruturalismo moderno nasce de uma preocupação legítima: explicar regularidades sociais que não se deixam reduzir a decisões conscientes individuais. Pierre Bourdieu desenvolve o conceito de habitus para mediar estrutura e prática (BOURDIEU, 2007).

    O habitus é definido como:

    “Sistemas de disposições duráveis e transponíveis, estruturas estruturadas predispostas a funcionar como estruturas estruturantes.”
    (BOURDIEU, 2007, p. 88)

    Até aqui, nada de escandaloso. O habitus explica padrões, não destinos. O problema surge quando a inteligibilidade da ação passa a residir prioritariamente na estrutura, e não no agente.


    6. Do intelecto único ao estruturalismo causal

    Quando operado sem reflexividade efetiva, o habitus passa a desempenhar uma função análoga à do intelecto único averroísta. O agente fornece o corpo e os gestos; a estrutura fornece o sentido.

    Bourdieu reconhece explicitamente a assimetria:

    “Os agentes não sabem o que fazem e, por isso mesmo, o que fazem tem mais sentido do que eles sabem.”
    (BOURDIEU, 2007, p. 109)

    Aqui está o ponto decisivo: não basta afirmar que a agência permanece se o princípio explicativo da ação foi deslocado para fora do agente. Tratar a estrutura como causa antecedente — ainda que se prometa preservar a agência — reproduz o erro funcional de Averróis: a ação deixa de pertencer ao homem concreto e passa a ser explicada por uma instância abstrata.

    A falha não é moral. É ontológica e epistemológica.


    7. A reflexividade como deslocamento do problema

    Invoca-se, então, a reflexividade. Mas essa reflexividade não é universal nem intrínseca ao agente comum. Ela depende de posição no campo, capital cultural e mediação técnica.

    Jacques Rancière descreve com precisão o resultado:

    “O sociólogo é aquele que sabe, enquanto os dominados são aqueles que não sabem o que fazem.”
    (RANCIÈRE, 2014, p. 183)

    A reflexividade, assim, não resolve o problema da agência; apenas a transfere para fora do sujeito ordinário. O sociólogo assume, funcionalmente, o papel do intelecto agente: aquele que pensa por todos.


    8. Explicação, imputação e o colapso prático

    Em tese, distingue-se explicação causal e imputação normativa. Na prática institucional, essa distinção frequentemente colapsa. Quando explicações estruturais passam a operar como fundamento automático de juízo moral, o sujeito torna-se indeterminável.

    Margaret Archer aponta o núcleo do problema:

    “Sem reflexividade como propriedade emergente dos indivíduos, não pode haver agência propriamente dita.”
    (ARCHER, 2009, p. 131)

    Explicar tudo à custa do sujeito não emancipa; tutela.


    9. O caso do “machismo estrutural”

    É nesse ponto que categorias como “machismo estrutural” revelam sua fragilidade. Ao tratar a estrutura como causa antecedente da ação masculina — ainda que se declare preservar a agência — desloca-se o princípio do agir para uma abstração. O resultado é conhecido: culpa difusa, imputação automática e imunização conceitual contra refutação.

    Não se trata de negar desigualdades, mas de recusar atalhos causais que sacrificam o sujeito em nome de slogans explicativos.


    10. Conclusão: hic homo intelligit como linha vermelha

    O hic homo intelligit não é nostalgia metafísica. É uma linha vermelha conceitual. Onde a ação não pode ser atribuída ao indivíduo concreto, a responsabilidade desaparece — e o poder cresce.

    A história mostra que sempre que o pensamento deixa de ter autor, alguém passa a falar em seu nome.
    E quando alguém fala por todos, já não se trata de explicação — mas de governo.


    Referências

    AQUINO, Tomás de. Da unidade do intelecto contra os averroístas. São Paulo: Paulus, 1999.
    AVERROIS. Sobre a unidade do intelecto. Madrid: Trotta, 2005.
    BOURDIEU, Pierre. O senso prático. Petrópolis: Vozes, 2007.
    ARCHER, Margaret. Estrutura, agência e a conversação interna. Lisboa: Instituto Piaget, 2009.
    RANCIÈRE, Jacques. O filósofo e seus pobres. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.
    BOLTANSKI, Luc. Da crítica: uma sociologia da emancipação. São Paulo: UNESP, 2013.

    agência humana Averróis estruturalismo causal habitus hic homo intelligit Pierre Bourdieu responsabilidade moral Tomás de Aquino unidade do intelecto
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    Antonio Paulo de Moraes Leme
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    Engenheiro Eletricista (MSc em IA), atuante na indústria automobilística desde 1995. Ensaísta crítico e multidisciplinar, com interesses em filosofia, teologia, lógica, ética, estatística bayesiana, computação evolutiva, IA, teoria do direito e sociedade.

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