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    Opinião

    O Cavaleiro Branco e o Bode Expiatório: Ensaios sobre Gênero, Poder e Descarte

    Antonio Paulo de Moraes LemePor Antonio Paulo de Moraes Lemeagosto 19, 2025Atualizado em:agosto 19, 2025Nenhum comentário26 Minutos de Leitura
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    Introdução – A Falsa Guerra entre Natureza e Cultura

    A história da humanidade pode ser lida, em larga medida, como a história do uso e do descarte do masculino. Do soldado na linha de frente ao mineiro em túneis instáveis, do trabalhador braçal invisível ao réu presumidamente culpado, os homens foram convertidos em recurso utilitário, consumível e substituível. Trata-se de um fenômeno estrutural, não episódico, que atravessa culturas, sistemas políticos e religiões.

    Nota Metodológica

    Este ensaio adota abordagem interdisciplinar, articulando psicologia evolutiva, antropologia comparada e teoria social crítica, com revisão sistemática de literatura de 1972 a 2024. A seleção de dados e autores segue o critério de contraponto hermenêutico: diante da saturação acadêmica de perspectivas que privilegiam vulnerabilidades femininas, este trabalho inverte deliberadamente a lente analítica, focalizando custos masculinos historicamente invisibilizados.

    Metodologicamente, o ensaio situa-se na tradição da hermenêutica crítica (Gadamer, Ricoeur), utilizando metáforas não como evidência empírica, mas como ferramentas de desnaturalização conceitual. Seguindo a linha ensaística de Nietzsche, Benjamin e Žižek, emprega-se linguagem provocativa para romper com o consenso acadêmico estabelecido e revelar estruturas ocultas de poder.

    Poucos debates despertam tanta paixão, preconceito e manipulação ideológica quanto a eterna querela entre natureza e cultura. Em torno dela, gira a maior parte das discussões contemporâneas sobre gênero. De um lado, os defensores da chamada tábula rasa — expressão que Steven Pinker popularizou ao descrever a crença de que “a mente humana nasce como uma folha em branco, moldada inteiramente pelo ambiente” (PINKER, 2002, p. 17). De outro, os adeptos do determinismo biológico, que tratam genes e hormônios como sentenças definitivas sobre o destino humano.

    Esse falso dilema tem servido como campo de batalha para ideologias opostas. O feminismo radical, por exemplo, apoiou-se no construtivismo social para afirmar que gênero seria apenas uma performance reiterada (BUTLER, 1990), livre de qualquer ancoragem na biologia. Ao mesmo tempo, setores biologizantes utilizaram dados da psicologia evolutiva para sustentar a ideia de que desigualdades entre homens e mulheres seriam inevitáveis e, portanto, legítimas (BUSS, 2019). Ambos os lados cometem o mesmo erro: converter predisposições em absolutos.

    Ficheiro:Jacques-Louis David, Le Serment des Horaces.jpg – Wikipédia, a  enciclopédia livre
    O Juramento dos Horácios, de Jacques-Louis David (1784). A pintura simboliza o sacrifício masculino como um “custo civilizatório”, em que a vida e o bem-estar dos homens são colocados à serviço de um ideal coletivo. Os homens juram entregar suas vidas, enquanto as mulheres, ao fundo, lamentam a inevitabilidade de sua perda, ilustrando o peso assimétrico que o ensaio explora.

    Co-evolução: um terceiro caminho

    A pesquisa contemporânea em ciências comportamentais tem desmontado essa oposição. Estudos de endocrinologia mostram que a exposição pré-natal a hormônios como a testosterona influencia comportamentos futuros (CONRAD; KIM, 2019). Mas a epigenética demonstra que o ambiente pode “ligar” ou “desligar” genes, modificando trajetórias sem alterar o DNA. Da mesma forma, experimentos de socialização revelam que expectativas parentais moldam aptidões desde a infância: pais acreditam menos que suas filhas se interessarão por matemática, e essa descrença afeta diretamente o desempenho das meninas (CECILIA et al., 2020).

    O que existe é co-evolução: a biologia fornece predisposições probabilísticas, enquanto a cultura atua como modulador, filtro ou até subversor dessas inclinações. O gênero humano não se escreve com penas definitivas, mas com lápis maleáveis que a história, a sociedade e as circunstâncias reescrevem continuamente.

    Gênero como campo de poder

    Essa constatação, contudo, não basta. É preciso acrescentar uma dimensão crítica: o gênero não é apenas uma interação entre biologia e cultura; é também um campo de poder. Narrativas científicas e sociais são instrumentalizadas para legitimar ou deslegitimar práticas políticas, jurídicas e institucionais.

    No caso das mulheres, discursos de vulnerabilidade foram fundamentais para justificar legislações assimétricas, como a Lei Maria da Penha no Brasil, que inverteu princípios universais como a presunção de inocência. No caso dos homens, narrativas sobre “masculinidade tóxica” transformaram traços como assertividade, competitividade e disposição ao risco em categorias patologizadas.

    E aqui entra o cerne deste ensaio: ao mesmo tempo em que a sociedade proclama igualdade, mantém o homem como bode expiatório estrutural, sobre quem recai a maior carga invisível da civilização — dos trabalhos perigosos às guerras, do suicídio às prisões, da exclusão escolar ao descrédito jurídico. Como nota René Girard, “a coesão social é frequentemente comprada pelo sacrifício ritualizado de um culpado coletivo” (GIRARD, 1982, p. 26). Hoje, esse culpado tem rosto masculino.

    Homens contra homens: o Cavaleiro Branco

    Mas o mecanismo não se esgota no confronto entre sexos. Paradoxalmente, uma parte central da discriminação masculina é perpetuada pelos próprios homens. É o que Warren Farrell chamou de “White Knight Syndrome”, ou efeito Cavaleiro Branco: a tendência de homens sacrificarem seus pares para obter reconhecimento feminino ou manter sua própria posição social (FARRELL, 1993). Esse mecanismo aparece em todas as esferas:

    • No sistema judicial, onde magistrados homens aplicam medidas protetivas sem provas, legitimando presunções de culpa.
    • No mercado de trabalho, onde chefes homens descartam subordinados masculinos em nome de cotas simbólicas de gênero.
    • Na política, onde líderes homens reforçam narrativas feministas radicais para obter ganhos eleitorais rápidos.

    Assim, o “cavaleiro branco”1 pavimenta o caminho para o “bode expiatório”: homens comuns arcam com os custos do jogo de poder, enquanto elites políticas instrumentalizam tanto biologia quanto cultura para sustentar agendas.

    O Paradoxo Nórdico – Igualdade Formal, Violência Real

    Igualdade Formal, Diferenças Persistentes

    O enigma das sociedades mais “igualitárias”. O Global Gender Gap Report 2024, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, coloca os países nórdicos entre os líderes globais em igualdade de gênero: Islândia em 1º, Finlândia em 2º, Noruega em 3º, Suécia em 5º lugar. Os indicadores incluem participação política, acesso à educação, mercado de trabalho e saúde reprodutiva. No papel, parecem sociedades-modelo, paradigmas de um futuro “despatriarcalizado”.

    No entanto, dados empíricos revelam um fenômeno contraintuitivo: nessas sociedades, as diferenças de carreira e personalidade entre homens e mulheres não apenas persistem, como se acentuam. Pesquisas de Gijsbert Stoet e David C. Geary (2018) demonstraram que em países de alta igualdade formal, a proporção de mulheres em áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) é paradoxalmente menor do que em países considerados menos igualitários. Ou seja, quanto maior a liberdade de escolha, maior a divergência entre os sexos nas opções profissionais. Esse achado ficou conhecido como Paradoxo Nórdico: um espelho desconfortável que revela a dissonância entre igualdade retórica e resultados concretos.

    A violência invisível das estatísticas

    Outro aspecto perturbador do paradoxo é que os países nórdicos, apesar da igualdade legal avançada, apresentam altas taxas de violência doméstica. Na Finlândia, 52,6% das mulheres relatam violência por parceiro íntimo; na Suécia, 48,2% (OCDE, 2023). Essa realidade desmente a crença de que a igualdade jurídica é suficiente para transformar práticas sociais enraizadas.

    Mas há ainda uma camada frequentemente omitida no debate: os custos invisíveis suportados pelos homens nessas sociedades.

    • A Escandinávia figura entre as regiões com maiores taxas de suicídio masculino (OMS, 2022).
    • Homens estão super-representados em acidentes fatais de trabalho, sobretudo em setores como construção civil, transporte marítimo e mineração.
    • O abandono escolar é significativamente mais alto entre garotos do que entre garotas.
    • Nos tribunais, homens enfrentam maior propensão a sentenças severas e são menos beneficiados por medidas protetivas ou políticas afirmativas.

    Esses números revelam que a “igualdade” frequentemente mascara uma desigualdade estrutural, onde o sofrimento masculino é invisibilizado ou normalizado.

    Preferências de Parceiros – Entre Genes e Normas

    Poucos temas receberam tanta atenção da psicologia evolutiva quanto as preferências de parceiros. Em 1989, David Buss publicou um dos estudos mais amplos já realizados, entrevistando mais de 10.000 pessoas em 37 culturas. O resultado confirmou a robustez de certos padrões: mulheres tendem a priorizar status, recursos e ambição em potenciais parceiros; homens, por sua vez, privilegiam juventude e atratividade física (BUSS, 1989). Essa universalidade foi interpretada como evidência de que pressões evolutivas moldaram uma “psicologia do acasalamento” resistente às mudanças culturais.

    Contudo, como em todo campo científico, as aparências enganam. O próprio Buss reviu seus dados ao longo das décadas, reconhecendo que, embora tendências sejam universais, sua intensidade varia conforme transformações culturais (BUSS; SCHMITT, 2019). Isso abre espaço para uma leitura mais matizada: os universais existem, mas são modulados — e às vezes invertidos — pelas estruturas sociais.

    Críticas e plasticidades

    Pesquisadores como Kevin Laland e Gillian Brown advertiram que a psicologia evolutiva corre o risco de “forçar dados a se ajustarem a narrativas adaptacionistas” (LALAND; BROWN, 2002). Cordelia Fine e Gina Rippon, em livros provocativos, mostraram como vieses metodológicos podem exagerar diferenças entre sexos ou minimizar variações internas (FINE, 2010; RIPPON, 2019).

    Um exemplo revelador é a noção de plasticidade erótica feminina, desenvolvida por Roy Baumeister. Segundo ele, o desejo sexual das mulheres é mais maleável a pressões socioculturais do que o dos homens (BAUMEISTER, 2000). Essa hipótese explica, por exemplo, porque mudanças normativas — da aceitação do divórcio à popularização de aplicativos de encontros — tendem a alterar padrões de comportamento feminino mais rapidamente.

    Naturalmente, a teoria não passou sem críticas, mas no mínimo, o conceito evidencia como a sexualidade humana é atravessada por um jogo constante entre predisposição e contexto.

    Quando padrões se invertem e os custos masculinos

    Sociedades atípicas oferecem contrapontos valiosos. Entre os Mosuo, a linhagem é matrilinear e os homens ocupam o papel de “tios-pais” em vez de pais biológicos. Nesse arranjo, a seletividade feminina permanece forte, mas o peso da paternidade se dilui. O resultado é uma reconfiguração radical das preferências: homens não buscam provar status econômico para atrair parceiras, mas para manter sua relevância dentro do clã materno (YANG, 2017).

    No contexto urbano ocidental, vemos outro fenômeno: a mercantilização digital do desejo. Em plataformas como Tinder ou Bumble, dados mostram que uma pequena parcela de homens concentra a maior parte das interações femininas (BRUCH; NEWMAN, 2018). Isso sugere que a seletividade feminina se intensifica quando as opções são abundantes, relegando grande parte dos homens à invisibilidade reprodutiva.

    Por trás dessas preferências, há custos sociais e subjetivos que recaem principalmente sobre os homens:

    • Pressão por status: em quase todas as culturas, homens que não demonstram capacidade de prover são considerados parceiros menos desejáveis.
    • Descartabilidade reprodutiva: estima-se que, historicamente, 80% das mulheres e apenas 40% dos homens deixaram descendentes (WILSON, 2014).
    • Invisibilidade do fracasso: enquanto mulheres sem filhos ainda podem ser socialmente valorizadas, homens que falham em prover ou em formar família são vistos como “perdedores”.

    Esses custos raramente aparecem nas políticas públicas ou no discurso acadêmico. Como observa Warren Farrell, “as narrativas de privilégio masculino são seletivas: exaltam o topo da pirâmide, mas silenciam o sofrimento invisível da base” (FARRELL, 1993, p. 33). O estudo das preferências de parceiros revela, assim, algo maior do que universais biológicos. Ele expõe um campo de disputa: entre biologia e cultura, entre poder e sacrifício, entre reconhecimento e invisibilidade.

    Ao longo desta seção, vimos que as preferências de parceiros se sustentam em fundamentos evolutivos sólidos, mas são moduladas pela cultura em direções surpreendentes. Essa tensão entre universalidade biológica e plasticidade cultural demonstra que o campo erótico não é apenas uma herança genética, mas também um terreno de disputa simbólica e normativa.

    Para resumir e fixar essas dinâmicas, seguem dois quadros-síntese: o primeiro compara universais evolutivos e variações culturais nas preferências de parceiros; o segundo apresenta dados objetivos sobre os custos invisíveis masculinos que perpassam as sociedades contemporâneas.

    Tabela 1 – Preferências Universais x Modulações Culturais

    Critério de escolha de parceiro(a)Evidência Universal (Buss, 1989; Trivers, 1972)Modulações Culturais (exemplos)
    Status/recursos (preferência feminina)Mulheres priorizam parceiros com capacidade de provisão e ambiçãoMosuo (China): relevância do homem medida pelo apoio ao clã materno, não pela riqueza individual. Contexto urbano digital (Tinder, Bumble): seletividade intensificada, com concentração de interações em poucos homens de alto status.
    Juventude e atratividade (preferência masculina)Homens priorizam fertilidade percebida, associada a juventude/belezaSociedades com maior igualdade formal: aumento do peso da atratividade física também para mulheres (simetrização parcial).
    Preferência por parceiros estáveisAmbos os sexos valorizam confiabilidade e cuidado parentalOcidente contemporâneo: flexibilização via relacionamentos líquidos (Bauman), maior tolerância à instabilidade relacional.
    Plasticidade erótica feminina (Baumeister, 2000)Desejo feminino mais adaptável a normas sociais e oportunidadesMudança normativa (divórcio, apps de encontros): alteração rápida nos padrões de escolha e comportamento sexual das mulheres.

    Tabela 2 – Custos Invisíveis Masculinos nas Sociedades Contemporâneas

    IndicadorDados/FontesObservação crítica
    Taxa de suicídioHomens representam ~75% dos suicídios globais (OMS, 2022)Invisibilidade no discurso de saúde pública; raramente associado a pressões de status/provisão.
    Acidentes fatais no trabalhoHomens: >90% das mortes ocupacionais (OCDE, 2021)Reflexo da exposição a trabalhos de alto risco, muitas vezes naturalizada como “função masculina”.
    Abandono escolarHomens abandonam mais cedo que mulheres na maioria dos países da OCDE (OCDE, 2020)Correlaciona-se com menor empregabilidade e exclusão social.
    Judicialização adversa (família)Guarda de filhos concedida a mães em >70% dos casos no Brasil (CNJ, 2023)Reforça a percepção do masculino como dispensável no espaço familiar.
    Descartabilidade reprodutivaEstimativa histórica: 80% das mulheres e apenas 40% dos homens deixaram descendência (Wilson, 2014)Pressão seletiva que persiste como estigma do “fracasso masculino”.

    Os Mosuo e a Dispensabilidade Masculina

    Os dados sintetizados na Tabela 2 revelam que os custos invisíveis masculinos não são um acidente da modernidade, mas uma estrutura persistente da organização social, reiterada em contextos históricos e culturais diversos. Suicídio, descartabilidade reprodutiva, maior exposição a riscos ocupacionais e exclusão na esfera familiar funcionam como pesos estruturais, que recaem de forma desproporcional sobre os homens.

    Entretanto, reconhecer a universalidade desses custos não implica ignorar a plasticidade institucional da cultura. A biologia define tendências, mas a cultura as modula: amplifica algumas, neutraliza outras, redistribui funções. É neste ponto que a experiência dos Mosuo, habitantes do entorno do Lago Lugu, na província de Yunnan (China), torna-se paradigmática. Seu sistema matrilinear não nega os universais, mas os redistribui em arranjos inéditos, demonstrando que modular não é eliminar.

    A organização Mosuo estrutura-se na “casa materna” (yidu). A unidade doméstica é estável não por vínculos conjugais, mas pelo eixo feminino, com avós, mães, filhas e irmãs ocupando o núcleo de autoridade. Homens permanecem vinculados a essa unidade enquanto filhos e irmãos, mas não como maridos ou provedores. Em seu lugar vigora o sistema do “andar noturno” (tisese), no qual homens visitam suas parceiras à noite, retornando ao amanhecer para a casa materna. Os filhos resultantes dessas uniões são criados coletivamente no clã materno, sem reconhecimento jurídico do pai biológico.

    Essa configuração dilui a pressão masculina de prover, proteger e assumir paternidade exclusiva — funções que, em outras sociedades, se tornaram pilares universais da masculinidade. Como descreve Yang (1999), essa configuração dilui a pressão masculina de prover, proteger e assumir paternidade exclusiva.

    A descartabilidade remodelada

    A primeira tentação interpretativa seria ver no caso Mosuo um paraíso matriarcal livre de custos masculinos. Importante ressaltar que esta análise não idealiza nem demoniza arranjos culturais específicos, mas os utiliza como laboratório heurístico para compreender a plasticidade dos custos de gênero. No entanto, uma leitura crítica mostra o contrário: o homem não desaparece, ele é remodelado. Sua importância como pai, esposo e provedor é minimizada, mas ele continua necessário em funções paralelas: como amante noturno, como tio socializador e como trabalhador braçal.

    Françoise Héritier (1996), em sua teoria sobre a “valência diferencial dos sexos”, lembrava que nenhum sistema cultural elimina a necessidade masculina, mas pode redistribuir sua centralidade simbólica. Entre os Mosuo, a ausência de casamento e paternidade legal alivia o homem de certas pressões, mas também o exclui de formas de reconhecimento social, reforçando uma invisibilidade diferente, porém tão real quanto a descartabilidade masculina no Ocidente.

    Esse “laboratório antropológico” oferece um espelho perturbador para as democracias ocidentais. Se entre os Mosuo a redistribuição simbólica é explícita e assumida, no Ocidente o discurso de “igualdade” frequentemente oculta os custos masculinos sob a retórica do privilégio. A “igualdade cosmética”, como denunciaria Farrell (1993), não resolve o problema estrutural, apenas o maquia sob slogans políticos.

    O caso Mosuo confirma que a descartabilidade masculina não é um artefato da modernidade ocidental, mas uma constante transmutável das sociedades humanas. Ela pode ser mascarada por discursos igualitários, como no Ocidente, ou redistribuída em arranjos matrilineares radicais, como na China. O que permanece é a lógica sacrificial de gênero: os homens como recurso flexível, frequentemente secundário e substituível, sobre o qual repousa a coesão do grupo.

    O Bode Expiatório – O Homem como Sacrifício da Coesão Social

    René Girard (2004) descreve o mecanismo do bode expiatório como um processo social pelo qual comunidades, dilaceradas por tensões internas, projetam sobre um indivíduo ou grupo a causa de todos os males. O que se observa no Ocidente contemporâneo é a transposição desse mecanismo arcaico para as relações de gênero: o homem se converte em símbolo condensador de culpas históricas, atribuído de forma difusa e ontológica.

    A partir da lógica girardiana, o masculino funciona como sujeito sacrificial privilegiado em razão de sua dupla posição: estruturalmente indispensável (como provedor, protetor, trabalhador) e, ao mesmo tempo, facilmente substituível (pela abundância relativa de mão de obra e pela naturalização da sua descartabilidade). A tensão irresolúvel entre necessidade e substituibilidade torna o homem o alvo ideal para a transferência de culpas coletivas.

    Slavoj Žižek (2008) contribui com a noção de que o “gozo do outro” – essa fantasia inconsciente de que o outro possui um gozo excessivo e ilegítimo – é frequentemente mobilizado para justificar perseguições. No discurso público contemporâneo, o homem é acusado não apenas de deter poder, mas de usufruí-lo de forma obscena, estrutural e incontestável.

    Zygmunt Bauman (2001), ao tratar da modernidade líquida, aponta como as sociedades atuais terceirizam inseguranças difusas para figuras simbólicas facilmente demonizáveis. Nesse quadro, o homem cumpre uma função análoga à do “inimigo público” difuso: absorve frustrações ligadas ao desemprego, à precarização afetiva, ao fracasso escolar ou à violência urbana. O discurso midiático e institucional constrói-o como depósito semântico de mal-estares coletivos.

    Exemplos históricos e contemporâneos confirmam essa lógica:

    • Justiça criminal: estatísticas indicam que os homens são majoritariamente réus, condenados e encarcerados, em grande parte por delitos de risco, mas a leitura social traduz esse dado como prova de sua “essência criminógena”.
    • Saúde mental: embora apresentem taxas muito mais elevadas de suicídio, a vulnerabilidade masculina é invisibilizada, pois o sofrimento do homem não convém à narrativa que o coloca como opressor por natureza.
    • Políticas afirmativas e judiciais: o Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero (CNJ, 2021) exemplifica a institucionalização da lógica expiatória: parte-se da presunção de que o homem encarna o polo da violência estrutural, dispensando a prova de vulnerabilidade ou desigualdade concreta da mulher.

    Esse processo não elimina as tensões sociais — apenas as maquia. Tal como no sacrifício girardiano, a exclusão do bode expiatório não resolve as causas de fundo, mas fornece à comunidade um alívio simbólico temporário. A demonização contemporânea do homem serve mais à manutenção da ordem imaginária do que à transformação real das condições de vida.

    Tabela 3 – O Mecanismo do Bode Expiatório Masculino (Girard + Žižek + Bauman + Exemplos Contemporâneos)

    Autor / ConceitoDiagnóstico / TeoriaManifestação no ContemporâneoExemplos Empíricos
    René GirardTransferência sacrificial de culpas sociais a um alvo visívelHomem como símbolo do “mal estrutural”Protocolos judiciais; discursos institucionais
    Slavoj Žižek“Gozo do outro” → demonização do suposto privilégio invisívelHomem acusado de gozo/poder ilegítimosCampanhas contra “masculinidade tóxica”
    Zygmunt BaumanDemonização líquida → figuras sacrificiais como válvula socialMasculino como depósito de mal-estares sociaisFrustrações do desemprego, crise conjugal, violência
    Justiça criminalEssencialização da culpa masculinaHomem como foco de punição jurídicaTaxa de encarceramento; julgamentos enviesados
    Saúde mentalInvisibilização do sofrimento masculinoFalta de políticas de prevenção e cuidadoSuicídio masculino; subdiagnóstico de depressão
    Mídia / cultura popConstrução narrativa do masculino como ameaça ou anti-heróiVilanização caricatural“Homem tóxico”; memes; personagens de novelas

    Obs.: Em todos os campos, o mecanismo do bode expiatório desloca o debate do estrutural para o sacrificial e individual, perpetuando a invisibilidade dos custos masculinos reais.

    Conclusão – Caminhos para a Equidade Masculina

    Ao percorrer o arco deste ensaio — da raiz evolutiva da descartabilidade masculina às suas mutações culturais, do laboratório etnográfico dos Mosuo ao mecanismo sacrificial descrito por Girard, Žižek e Bauman — o que se revela é menos uma sequência de fenômenos isolados do que uma trama de persistências e metamorfoses. A masculinidade, em suas múltiplas expressões, permanece atravessada por uma constante: a de ser a matéria sacrificial sobre a qual sociedades constroem tanto sua continuidade quanto suas ilusões de equilíbrio.

    Universalidade, Plasticidade e Reinvenção Simbólica

    No plano da universalidade evolutiva, vimos como o custo diferencial da reprodução se cristaliza em estratégias assimétricas: homens expostos à competição, à violência, ao risco, às provas de valor. A descartabilidade não é invenção moderna; é herança do próprio processo que nos moldou como espécie.

    Na plasticidade cultural, o exemplo Mosuo mostrou que a sociedade pode modular radicalmente os papéis e custos masculinos. Mas “modular” não significa “abolir”: a ausência de paternidade formal não libertou os homens, apenas deslocou sua utilidade para o clã materno. No Ocidente, a promessa de igualdade jurídica se converteu em cosmética ideológica — camuflando a persistência da carga sacrificial masculina em índices de suicídio, encarceramento, mortalidade laboral.

    Na reinvenção simbólica, o mecanismo girardiano revelou-se com nitidez: sociedades em crise sempre elegem bodes expiatórios. Se outrora eram estrangeiros ou minorias, hoje, no imaginário institucional do Ocidente, é o homem quem ocupa esse lugar. A figura masculina é convertida em depósito de mal-estares coletivos, enquanto seus sofrimentos objetivos permanecem invisíveis.

    Apêndice – Críticas Antecipadas e Respostas

    1. Críticas da Perspectiva Feminista e de Gênero

    a) Vitimismo Masculino Crítica: O ensaio concentra-se no homem como vítima (“bode expiatório”, “custo invisível”) sem dar peso suficiente aos privilégios sistêmicos masculinos históricos. Resposta: O texto não nega desigualdades femininas; argumenta, antes, que soluções atuais, ao focarem apenas em um polo, produzem novos desequilíbrios. O homem é analisado não como “vítima idealizada”, mas como vetor funcional de descarte social.

    b) Minimização da “Masculinidade Tóxica” Crítica: O ensaio reduz o conceito a uma narrativa ideológica, ignorando que ele também descreve padrões prejudiciais aos homens. Resposta: O texto reconhece riscos e supressão emocional como danos reais, mas problematiza o uso normativo do conceito, que essencializa o masculino como inerentemente tóxico.

    2. Críticas da Perspectiva Sociológica e Antropológica

    a) Determinismo Biológico Crítica: A ênfase na psicologia evolutiva soa reducionista frente às construções sociais. Resposta: O ensaio adota o conceito de co-evolução de gênero, recusando tanto o reducionismo biológico quanto o sociológico. Os dados evolutivos funcionam como padrões de base, não como sentenças imutáveis.

    b) Simplificação do Caso Mosuo Crítica: A descrição dos Mosuo como paradigma ignora complexidades e transformações atuais. Resposta: O ensaio não apresenta os Mosuo como modelo estático, mas como contraponto heurístico. O processo de modernização apenas reforça a plasticidade dos papéis de gênero.

    3. Críticas de Estilo e Ponto de Vista

    a) Tom Polêmico Crítica: O estilo aproxima-se de manifesto, usando metáforas carregadas. Resposta: O ensaio assume conscientemente o gênero ensaístico-crítico, que admite metáforas e provocações (Nietzsche, Žižek, Baudrillard). O estilo é recurso para desnaturalizar consensos.

    b) Generalizações Amplas Crítica: A leitura da história como “história do uso e descarte do masculino” é excessivamente generalizante. Resposta: Trata-se de tese interpretativa, não descrição literal. Não nega o domínio masculino em esferas de poder, mas ressalta o contraponto invisibilizado: o custo humano desse domínio.

    4. Críticas Metodológicas

    a) Falta de Neutralidade Acadêmica
    Crítica: O ensaio assume posição partidária, violando a objetividade científica esperada.

    Resposta: A “neutralidade” é frequentemente máscara ideológica. Este ensaio assume deliberadamente o contraponto hermenêutico, seguindo a tradição da teoria crítica que questiona a falsa neutralidade das ciências sociais (Adorno, Horkheimer, Bourdieu).

    b) Uso de Metáforas como Evidência
    Crítica: Termos como “altar invisível” e “bode expiatório” confundem retórica com análise científica.

    Resposta: As metáforas funcionam como categorias interpretativas, não evidências empíricas. Seguem a tradição ensaística que utiliza linguagem evocativa para revelar estruturas ocultas (Benjamin, Žižek, Sloterdijk).

    Conclusão – Caminhos para a Equidade Masculina

    Ao percorrer o arco deste ensaio — da raiz evolutiva da descartabilidade masculina às suas mutações culturais, do laboratório etnográfico dos Mosuo ao mecanismo sacrificial descrito por Girard, Žižek e Bauman — o que se revela é menos uma sequência de fenômenos isolados do que uma trama de persistências e metamorfoses. A masculinidade, em suas múltiplas expressões, permanece atravessada por uma constante: a de ser a matéria sacrificial sobre a qual sociedades constroem tanto sua continuidade quanto suas ilusões de equilíbrio.

    Universalidade, Plasticidade e Reinvenção Simbólica

    No plano da universalidade evolutiva, vimos como o custo diferencial da reprodução se cristaliza em estratégias assimétricas: homens expostos à competição, à violência, ao risco, às provas de valor. A descartabilidade não é invenção moderna; é herança do próprio processo que nos moldou como espécie.

    Na plasticidade cultural, o exemplo Mosuo mostrou que a sociedade pode modular radicalmente os papéis e custos masculinos. Mas “modular” não significa “abolir”: a ausência de paternidade formal não libertou os homens, apenas deslocou sua utilidade para o clã materno. No Ocidente, a promessa de igualdade jurídica se converteu em cosmética ideológica — camuflando a persistência da carga sacrificial masculina em índices de suicídio, encarceramento, mortalidade laboral.

    Na reinvenção simbólica, o mecanismo girardiano revelou-se com nitidez: sociedades em crise sempre elegem bodes expiatórios. Se outrora eram estrangeiros ou minorias, hoje, no imaginário institucional do Ocidente, é o homem quem ocupa esse lugar. A figura masculina é convertida em depósito de mal-estares coletivos, enquanto seus sofrimentos objetivos permanecem invisíveis.

    Limitações e Pesquisas Futuras

    Este ensaio, pela natureza hermenêutica e provocativa, apresenta limitações que pesquisas futuras podem abordar: (1) análise quantitativa mais robusta dos custos masculinos por país/região; (2) estudos longitudinais sobre a eficácia de políticas de gênero simétricas; (3) etnografias comparadas entre sociedades matrilineares e patrilineares.

    O objetivo aqui não foi esgotar o tema, mas abrir uma fissura no consenso acadêmico estabelecido, criando espaço para debates mais equilibrados sobre custos e benefícios distribuídos entre os gêneros.

    Epílogo – Entre o Sacrifício e a Reciprocidade

    Toda civilização, em maior ou menor medida, construiu-se sobre altares invisíveis: corpos masculinos descartados em guerras, minas, tribunais, esquinas da desesperança. O mito do progresso apenas sofisticou o ritual, deslocando-o do campo de batalha para o tribunal midiático, da lança para a sentença, da fogueira para o estigma.

    Resta a interrogação decisiva: poderá a humanidade aprender a viver a diferença sem precisar erigir vítimas? Se não, permaneceremos prisioneiros do ciclo girardiano, condenados a reinventar bodes expiatórios sob novas máscaras ideológicas. Se sim, talvez seja possível inaugurar uma ética não da igualdade ilusória, mas da reciprocidade lúcida — na qual cada sexo reconheça o preço pago pelo outro e, em vez de projetar culpas, divida responsabilidades.

    Entre o sacrifício e a reciprocidade está o destino de nosso tempo. É nesse interstício, ainda aberto e incerto, que se decide se avançaremos como uma comunidade madura ou se recairemos, mais uma vez, na embriaguez fácil do simulacro e do sangue.

    Referências

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    BUSS, David. The Evolution of Desire: Strategies of Human Mating. 4. ed. New York: Basic Books, 2016.

    BUSS, David M. The Evolution of Desire: Strategies of Human Mating. Edição revisada. New York: Basic Books, 2019. ISBN 978-0465063079.

    BUSS, David M. Sex Differences in Human Mate Preferences: Evolutionary Hypotheses Tested in 37 Cultures. In: Behavioral and Brain Sciences, v. 12, n. 1, p. 1-49, 1989. DOI: 10.1017/S0140525X00023992.

    BUSS, David M.; SCHMITT, David P. Mate preferences and their behavioral manifestations. In: The Handbook of Evolutionary Psychology. 2nd ed. Vol. 2. Hoboken, NJ: John Wiley & Sons, 2016. p. 25-45. (A citação em seu texto aponta para uma edição de 2019, mas a mais recente publicação de referência com ambos os autores é de 2016, usada aqui por conveniência acadêmica).

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    ŽIŽEK, Slavoj. Violence: Six Sideways Reflections. New York: Picador, 2008.

    1. As metáforas “cavaleiro branco”, “bode expiatório” e “altar invisível” funcionam como categorias hermenêuticas, não descritivas. Seguem a tradição ensaística que utiliza linguagem evocativa para desnaturalizar consensos acadêmicos (cf. Nietzsche, Genealogia da Moral; Benjamin, Origem do Drama Barroco Alemão). ↩︎

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    Antonio Paulo de Moraes Leme
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    Engenheiro Eletricista (MSc em IA), atuante na indústria automobilística desde 1995. Ensaísta crítico e multidisciplinar, com interesses em filosofia, teologia, lógica, ética, estatística bayesiana, computação evolutiva, IA, teoria do direito e sociedade.

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