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    O que é VPI (Violência por Parceiro Íntimo)? Uma realidade que também afeta homens

    Antonio Paulo de Moraes LemePor Antonio Paulo de Moraes Lemedezembro 6, 2025Nenhum comentário5 Minutos de Leitura
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    O elefante na sala tem barba — e ninguém fala sobre ele

    Quando falamos em violência por parceiro íntimo (VPI), a imagem mental mais comum é de uma mulher agredida por um homem. E com razão: mulheres são, de fato, a maioria esmagadora das vítimas notificadas. Mas isso não significa que homens estejam a salvo — só que, muitas vezes, estão invisíveis.

    O “elefante na sala” tem barba: A violência contra homens é um problema gigantesco que ocupa espaço em muitos lares, mas que a sociedade, as políticas públicas e as estatísticas oficiais escolhem ignorar.

    O que é VPI, afinal?

    A VPI é uma forma de violência que ocorre entre pessoas que têm, ou tiveram, um vínculo afetivo ou sexual. Pode se manifestar como:

    • – Agressão física
    • – Abuso psicológico
    • – Violência sexual
    • – Perseguição ou coerção (stalking, ameaças)

    A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual por um parceiro íntimo [ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2016].

    VPI contra homens existe — mas parece que ninguém quer ver

    Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, publicado pelo Ministério da Saúde em 2020, 8,5% das notificações de violência por parceiro íntimo no Brasil em 2018 foram de vítimas do sexo masculino. Isso representa 6.607 homens [BRASIL, 2020].

    A pergunta é: esse número reflete a realidade ou só o que foi possível enxergar por trás da neblina do silêncio e do preconceito?

    A grande cortina de fumaça da subnotificação

    Vários fatores contribuem para que os casos de VPI contra homens fiquem fora das estatísticas:

    🚫 Estigmas sociais

    Homens são socializados para “aguentar firme”, “não levar desaforo pra casa” e, claro, nunca “apanhar de mulher”. Admitir que foram agredidos pode ser visto como fraqueza.

    🤷 Desinformação

    Muitos nem sequer reconhecem que estão em relacionamentos abusivos. Violência psicológica ou patrimonial raramente são interpretadas como “agressão”.

    🏥 Barreiras institucionais

    Serviços de acolhimento voltados a homens vítimas de violência são raríssimos. Alguns sequer sabem para onde ir quando precisam de ajuda.

    📊 Distorções na notificação

    Profissionais de saúde podem hesitar em registrar casos leves de agressão contra homens ou nem sequer perguntar sobre o contexto íntimo.

    O ciclo da invisibilidade da VPI masculina: Subnotificação gera dados imprecisos → o problema parece menor → políticas públicas não se voltam a ele → vítimas ficam sem amparo → menos denúncias → e o ciclo continua.

    Dados que sugerem algo mais profundo

    🇺🇸 Estados Unidos

    O levantamento NISVS (2015) revelou que:

    • – 1 em cada 3 homens já sofreu violência física de parceira íntima
    • – 1 em cada 10 homens relatou contato sexual forçado [SMITH et al., 2018].

    🇧🇷 Brasil

    Um estudo de base populacional feito por Lindner et al. (2015), em Florianópolis, revelou um dado inesperado:

    Homens: 16,1% relataram violência física de parceira íntima

    Mulheres: 17,5% [LINDNER et al., 2015].

    As consequências para a saúde dos homens

    As vítimas do sexo masculino podem apresentar:

    • – Transtornos de ansiedade e depressão;
    • – Estresse pós-traumático e abuso de substâncias;
    • – Isolamento, ideação suicida e não procura por atendimento [RANDLE; GRAHAM, 2011; COKER et al., 2002].

    Diferenças no padrão de agressão

    Homens sofrem mais agressões com objetos cortantes ou contundentes. Já mulheres são mais atingidas por violência direta, como estrangulamento ou força física [BRASIL, 2020].

    Estudos mostram também diferenças de motivação:

    • – Homens: poder e controle;
    • – Mulheres: autodefesa ou reação emocional [LANGHINRICHSEN-ROHLING et al., 2012].

    Como os dados oficiais são construídos (e onde falham)

    As fichas do SINAN dependem de quem notifica, como pergunta e se o agressor é de fato identificado como parceiro íntimo. Se o campo 61 (vínculo com o agressor) não for corretamente preenchido, o caso pode nem ser classificado como VPI [BRASIL, 2020].

    Visibilidade não é competição

    Dar visibilidade à VPI masculina não apaga a luta das mulheres — muito pelo contrário. Permite enxergar com mais nitidez as diversas formas de sofrimento e agir com mais eficácia.

    O que vem a seguir

    Este é o primeiro de uma série de artigos que vai explorar a VPI a fundo — com dados, análises, teoria estatística bayesiana e exemplos práticos.

    Referências

    BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Violência por parceiro íntimo contra homens e mulheres no Brasil: dados da Vigilância de Violências e Acidentes. Boletim Epidemiológico, v. 51, n. 49, p. 1–7, dez. 2020.

    COKER, A. L.; DAVIS, K. E.; ARIAS, I.; DESAI, S.; SANDERSON, M.; BRANDT, H. M.; et al. Physical and mental health effects of intimate partner violence for men and women. American Journal of Preventive Medicine, v. 23, n. 4, p. 260–268, 2002.

    LANGHINRICHSEN-ROHLING, J.; MCCULLARS, A.; MISRA, T. A. Motivations for Men and Women’s Intimate Partner Violence Perpetration: A Comprehensive Review. Partner Abuse, v. 3, n. 4, p. 429–468, 2012.

    LINDNER, S. R.; COELHO, E. B. S.; BOLSONI, C. C.; ROJAS, P. F.; BOING, A. F.; et al. Prevalência de violência física por parceiro íntimo em homens e mulheres de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil: estudo de base populacional. Cadernos de Saúde Pública, v. 31, n. 4, p. 815–826, 2015.

    ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Violence against women: intimate partner and sexual violence against women. Geneva: WHO, 2016.

    RANDLE, A. A.; GRAHAM, C. A. A review of the evidence on the effects of intimate partner violence on men. Psychology of Men & Masculinity, v. 12, n. 2, p. 97–111, 2011.

    SMITH, S. G.; ZHANG, X.; BASILE, K. C.; MERRICK, M. T.; WANG, J.; KRESNOW, M.-J.; et al. The National Intimate Partner and Sexual Violence Survey (NISVS): 2015 Data Brief – Updated Release. Atlanta: National Center for Injury Prevention and Control, Centers for Disease Control and Prevention, 2018.

    Direitos Humanos Estatísticas de Violência Homens Vítimas Lei Maria da Penha para Homens Relacionamento Abusivo saúde mental masculina Saúde Pública Subnotificação Violência contra Homens Violência Doméstica Masculina Violência por Parceiro Íntimo VPI
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    Antonio Paulo de Moraes Leme
    • Website

    Engenheiro Eletricista (MSc em IA), atuante na indústria automobilística desde 1995. Ensaísta crítico e multidisciplinar, com interesses em filosofia, teologia, lógica, ética, estatística bayesiana, computação evolutiva, IA, teoria do direito e sociedade.

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