{"id":7681,"date":"2025-12-18T18:18:40","date_gmt":"2025-12-18T21:18:40","guid":{"rendered":"https:\/\/iddh.com.br\/blog\/?p=7681"},"modified":"2025-12-18T18:18:41","modified_gmt":"2025-12-18T21:18:41","slug":"hic-homo-intelligit-unidade-intelecto-machismo-estrutural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iddh.com.br\/blog\/hic-homo-intelligit-unidade-intelecto-machismo-estrutural\/","title":{"rendered":"Hic Homo Intelligit"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da unidade do intelecto ao machismo estrutural: o retorno do erro que desloca a a\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nota do Autor \u2013 Origem e escopo do ensaio<\/h3>\n\n\n\n<p>Este ensaio foi motivado por um debate p\u00fablico \u2014 intenso, por vezes r\u00edspido, mas intelectualmente revelador \u2014 em torno do conceito de \u201cmachismo estrutural\u201d. A interlocu\u00e7\u00e3o, travada com J\u00e9ssica Bueno em ambiente de rede social, trouxe \u00e0 tona um ponto que merece exame rigoroso e sem atalhos ret\u00f3ricos: a insist\u00eancia na ideia de que <strong>estruturas sociais podem operar como causas explicativas antecedentes da a\u00e7\u00e3o humana sem comprometer a ag\u00eancia individual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 precisamente essa tese \u2014 aqui designada como <strong>estruturalismo causal<\/strong> \u2014 que este texto se prop\u00f5e a examinar criticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de responder a pessoas, muito menos de disputar sensibilidades morais. O problema \u00e9 anterior e mais elementar: <strong>quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para que possamos dizer que algu\u00e9m age, responde e \u00e9 imput\u00e1vel?<\/strong> Quando a \u201cestrutura\u201d deixa de ser contexto e passa a ser tratada como causa, algo fundamental se perde no caminho \u2014 ainda que se jure, solenemente, que a ag\u00eancia foi preservada.<\/p>\n\n\n\n<p>A filosofia j\u00e1 encontrou esse erro antes. E o refutou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.wga.hu\/art\/a\/andrea\/firenze\/spanish\/3west.jpg?utm_source=chatgpt.com\" alt=\"The Triumph of St Thomas Aquinas (west wall) by ANDREA DA FIRENZE\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Triunfo de S\u00e3o Tom\u00e1s &#8211; Andrea di Bonaiuto (s\u00e9c. XIV). Quando o intelecto deixa de ser forma do homem concreto, ele vira ornamento erudito \u2014 n\u00e3o fundamento da a\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1. A pergunta que antecede todas as outras: quem age?<\/h2>\n\n\n\n<p>Toda linguagem ordin\u00e1ria pressup\u00f5e algo simples: indiv\u00edduos pensam, decidem e agem. No entanto, uma parte relevante da hist\u00f3ria das ideias foi constru\u00edda contra essa evid\u00eancia b\u00e1sica. Sempre que a universalidade da explica\u00e7\u00e3o parece amea\u00e7ada pela conting\u00eancia do indiv\u00edduo, reaparece a tenta\u00e7\u00e3o de deslocar o princ\u00edpio da a\u00e7\u00e3o para fora do agente concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>O gesto \u00e9 recorrente. Muda o vocabul\u00e1rio; a estrutura l\u00f3gica permanece. Primeiro, afirma-se que o indiv\u00edduo \u00e9 moldado por algo que o antecede. Depois, sustenta-se que esse algo explica o sentido da a\u00e7\u00e3o. Por fim, garante-se \u2014 quase sempre de modo performativo \u2014 que a ag\u00eancia foi \u201cpreservada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que <strong>preserva\u00e7\u00e3o declarada n\u00e3o \u00e9 preserva\u00e7\u00e3o conceitual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2. Universalidade e o sacrif\u00edcio do sujeito<\/h2>\n\n\n\n<p>O dilema \u00e9 antigo: como garantir conhecimento universal se os sujeitos s\u00e3o singulares, hist\u00f3ricos e fal\u00edveis? Uma das solu\u00e7\u00f5es recorrentes consiste em retirar do indiv\u00edduo o estatuto de causa e reduzi-lo \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de suporte.<\/p>\n\n\n\n<p>A sequ\u00eancia costuma ser esta:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>a inteligibilidade precede o sujeito;<\/li>\n\n\n\n<li>o sujeito apenas participa dessa inteligibilidade;<\/li>\n\n\n\n<li>a experi\u00eancia de agir \u00e9 reinterpretada como efeito.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Quando isso ocorre, o sistema explica tudo \u2014 menos quem age. A inteligibilidade cresce; a imputa\u00e7\u00e3o evapora.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3. Averr\u00f3is: a eleg\u00e2ncia que cobra seu pre\u00e7o<\/h2>\n\n\n\n<p>A teoria da unidade do intelecto, formulada por Averr\u00f3is em seus coment\u00e1rios ao <em>De Anima<\/em>, nasce de uma preocupa\u00e7\u00e3o genuinamente filos\u00f3fica: preservar a universalidade e a imaterialidade do conhecimento cient\u00edfico (AVERROIS, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Averr\u00f3is, se cada indiv\u00edduo possu\u00edsse um intelecto pr\u00f3prio, a ci\u00eancia se fragmentaria. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 radical: o intelecto poss\u00edvel \u00e9 <strong>um s\u00f3<\/strong>, comum a toda a esp\u00e9cie humana, separado dos corpos individuais. Como escreve:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO intelecto material deve ser um s\u00f3 para todos os homens; caso contr\u00e1rio, o conhecimento cient\u00edfico n\u00e3o seria uno e id\u00eantico para todos.\u201d<br>(AVERROIS, 2005, tradu\u00e7\u00e3o nossa)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O indiv\u00edduo imagina, recorda, percebe \u2014 mas <strong>n\u00e3o entende propriamente<\/strong>. O entendimento ocorre por meio de uma inst\u00e2ncia universal que se atualiza nos indiv\u00edduos, sem lhes pertencer.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 impec\u00e1vel do ponto de vista da universalidade. Mas cobra um pre\u00e7o alto: <strong>ningu\u00e9m pensa<\/strong>. O pensamento acontece; o pensador desaparece.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4. Tom\u00e1s de Aquino e o crit\u00e9rio m\u00ednimo de imputa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Tom\u00e1s de Aquino percebeu que o problema n\u00e3o era teol\u00f3gico, mas categorial. Em <em>Da unidade do intelecto contra os averro\u00edstas<\/em>, ele formula uma obje\u00e7\u00e3o t\u00e3o simples quanto devastadora:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEste homem singular entende.\u201d<br>(AQUINO, 1999, p. 97)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O argumento n\u00e3o apela \u00e0 introspec\u00e7\u00e3o, mas \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o l\u00f3gica do ato. Se o intelecto que entende n\u00e3o \u00e9 forma deste homem, ent\u00e3o <strong>n\u00e3o \u00e9 este homem quem entende<\/strong>. Aquino \u00e9 expl\u00edcito:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cSe o intelecto n\u00e3o \u00e9 a forma deste homem, n\u00e3o \u00e9 este homem quem entende.\u201d<br>(AQUINO, 1999, p. 99)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O <em>hic homo intelligit<\/em> n\u00e3o \u00e9 uma intui\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, mas um <strong>crit\u00e9rio de imputa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Onde o ato n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo ao indiv\u00edduo concreto, n\u00e3o h\u00e1 m\u00e9rito, culpa ou responsabilidade. A unidade do intelecto implode a \u00e9tica porque implode o sujeito do ato.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5. O retorno moderno do problema: estrutura e pr\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p>O estruturalismo moderno nasce de uma preocupa\u00e7\u00e3o leg\u00edtima: explicar regularidades sociais que n\u00e3o se deixam reduzir a decis\u00f5es conscientes individuais. Pierre Bourdieu desenvolve o conceito de <em>habitus<\/em> para mediar estrutura e pr\u00e1tica (BOURDIEU, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>habitus<\/em> \u00e9 definido como:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cSistemas de disposi\u00e7\u00f5es dur\u00e1veis e transpon\u00edveis, estruturas estruturadas predispostas a funcionar como estruturas estruturantes.\u201d<br>(BOURDIEU, 2007, p. 88)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>At\u00e9 aqui, nada de escandaloso. O <em>habitus<\/em> explica padr\u00f5es, n\u00e3o destinos. O problema surge quando a <strong>inteligibilidade da a\u00e7\u00e3o<\/strong> passa a residir prioritariamente na estrutura, e n\u00e3o no agente.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">6. Do intelecto \u00fanico ao estruturalismo causal<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando operado sem reflexividade efetiva, o <em>habitus<\/em> passa a desempenhar uma fun\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 do intelecto \u00fanico averro\u00edsta. O agente fornece o corpo e os gestos; a estrutura fornece o sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Bourdieu reconhece explicitamente a assimetria:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOs agentes n\u00e3o sabem o que fazem e, por isso mesmo, o que fazem tem mais sentido do que eles sabem.\u201d<br>(BOURDIEU, 2007, p. 109)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Aqui est\u00e1 o ponto decisivo: <strong>n\u00e3o basta afirmar que a ag\u00eancia permanece se o princ\u00edpio explicativo da a\u00e7\u00e3o foi deslocado para fora do agente<\/strong>. Tratar a estrutura como causa antecedente \u2014 ainda que se prometa preservar a ag\u00eancia \u2014 reproduz o erro funcional de Averr\u00f3is: a a\u00e7\u00e3o deixa de pertencer ao homem concreto e passa a ser explicada por uma inst\u00e2ncia abstrata.<\/p>\n\n\n\n<p>A falha n\u00e3o \u00e9 moral. \u00c9 ontol\u00f3gica e epistemol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">7. A reflexividade como deslocamento do problema<\/h2>\n\n\n\n<p>Invoca-se, ent\u00e3o, a reflexividade. Mas essa reflexividade n\u00e3o \u00e9 universal nem intr\u00ednseca ao agente comum. Ela depende de posi\u00e7\u00e3o no campo, capital cultural e media\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>Jacques Ranci\u00e8re descreve com precis\u00e3o o resultado:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO soci\u00f3logo \u00e9 aquele que sabe, enquanto os dominados s\u00e3o aqueles que n\u00e3o sabem o que fazem.\u201d<br>(RANCI\u00c8RE, 2014, p. 183)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A reflexividade, assim, n\u00e3o resolve o problema da ag\u00eancia; apenas <strong>a transfere para fora do sujeito ordin\u00e1rio<\/strong>. O soci\u00f3logo assume, funcionalmente, o papel do intelecto agente: aquele que pensa por todos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">8. Explica\u00e7\u00e3o, imputa\u00e7\u00e3o e o colapso pr\u00e1tico<\/h2>\n\n\n\n<p>Em tese, distingue-se explica\u00e7\u00e3o causal e imputa\u00e7\u00e3o normativa. Na pr\u00e1tica institucional, essa distin\u00e7\u00e3o frequentemente colapsa. Quando explica\u00e7\u00f5es estruturais passam a operar como <strong>fundamento autom\u00e1tico de ju\u00edzo moral<\/strong>, o sujeito torna-se indetermin\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Margaret Archer aponta o n\u00facleo do problema:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cSem reflexividade como propriedade emergente dos indiv\u00edduos, n\u00e3o pode haver ag\u00eancia propriamente dita.\u201d<br>(ARCHER, 2009, p. 131)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Explicar tudo \u00e0 custa do sujeito n\u00e3o emancipa; tutela.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">9. O caso do \u201cmachismo estrutural\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse ponto que categorias como \u201cmachismo estrutural\u201d revelam sua fragilidade. Ao tratar a estrutura como causa antecedente da a\u00e7\u00e3o masculina \u2014 ainda que se declare preservar a ag\u00eancia \u2014 desloca-se o princ\u00edpio do agir para uma abstra\u00e7\u00e3o. O resultado \u00e9 conhecido: culpa difusa, imputa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e imuniza\u00e7\u00e3o conceitual contra refuta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de negar desigualdades, mas de recusar <strong>atalhos causais que sacrificam o sujeito em nome de slogans explicativos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">10. Conclus\u00e3o: <em>hic homo intelligit<\/em> como linha vermelha<\/h2>\n\n\n\n<p>O <em>hic homo intelligit<\/em> n\u00e3o \u00e9 nostalgia metaf\u00edsica. \u00c9 uma <strong>linha vermelha conceitual<\/strong>. Onde a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser atribu\u00edda ao indiv\u00edduo concreto, a responsabilidade desaparece \u2014 e o poder cresce.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria mostra que sempre que o pensamento deixa de ter autor, algu\u00e9m passa a falar em seu nome.<br>E quando algu\u00e9m fala por todos, j\u00e1 n\u00e3o se trata de explica\u00e7\u00e3o \u2014 mas de governo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p>AQUINO, Tom\u00e1s de. <em>Da unidade do intelecto contra os averro\u00edstas<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1999.<br>AVERROIS. <em>Sobre a unidade do intelecto<\/em>. Madrid: Trotta, 2005.<br>BOURDIEU, Pierre. <em>O senso pr\u00e1tico<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2007.<br>ARCHER, Margaret. <em>Estrutura, ag\u00eancia e a conversa\u00e7\u00e3o interna<\/em>. Lisboa: Instituto Piaget, 2009.<br>RANCI\u00c8RE, Jacques. <em>O fil\u00f3sofo e seus pobres<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2014.<br>BOLTANSKI, Luc. <em>Da cr\u00edtica: uma sociologia da emancipa\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: UNESP, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da unidade do intelecto ao machismo estrutural: o retorno do erro que desloca a a\u00e7\u00e3o Nota do Autor \u2013 Origem e escopo do ensaio Este ensaio foi motivado por um debate p\u00fablico \u2014 intenso, por vezes r\u00edspido, mas intelectualmente revelador \u2014 em torno do conceito de \u201cmachismo estrutural\u201d. 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